"A poesia é também uma forma de filosofar, de tentar compreender o movimento da vida, dar-lhe algum sentido, traduzir-lhe para os outros seres, usando mais o sentimento do que a razão. Os ingredientes dessa arte de profundidade filosófica provêm das experimentações das situações que a própria vida fornece, tantas vezes, independente de nossas escolhas. E a tradução é sempre acompanhada de beleza, de leveza, porque não se prende a nenhum proprietário. A poesia se doa a todo aquele que se reconhece e se apropria daquilo que percebe nos seus versos. Está sempre em estado de transformação, sempre interagindo, sempre sendo traduzida segundo a emoção e o conteúdo interno daquele que lê, no momento em que lê. A poesia está sempre viva!"

Sônia Arruda

setembro 25, 2010

Dos Eus

por Sônia Arruda


Dentro de mim há mais de um eu
Há um eu que penso que sou
Há um eu que quero ser
E há ainda um outro eu
Um que só o outro vê


Onde esses eus se encontram?
Em que vértice se entendem
Em pontas de estrela cadente?
Em que vórtice se misturam
Em redemoinhos de ventos?


Caminham repletos de perguntas
Movimentam atmosferas ao redor
Dando algum sentido à existência
Nenhum deles é vazio de querer
Nenhum deseja deixar de ser



Um comentário:

Karina disse...

Olá, querida amiga! Seus versos são lindos e de muito bom gosto. Este em especial tocou minha alma... além do "Cometa Amor" e "Bem-me-quer, mal...". Um grande beijo!!