"A poesia é também uma forma de filosofar, de tentar compreender o movimento da vida, dar-lhe algum sentido, traduzir-lhe para os outros seres, usando mais o sentimento do que a razão. Os ingredientes dessa arte de profundidade filosófica provêm das experimentações das situações que a própria vida fornece, tantas vezes, independente de nossas escolhas. E a tradução é sempre acompanhada de beleza, de leveza, porque não se prende a nenhum proprietário. A poesia se doa a todo aquele que se reconhece e se apropria daquilo que percebe nos seus versos. Está sempre em estado de transformação, sempre interagindo, sempre sendo traduzida segundo a emoção e o conteúdo interno daquele que lê, no momento em que lê. A poesia está sempre viva!"

Sônia Arruda

agosto 11, 2010

Tu me amastes em versos...

por Sônia Arruda



O poeta, esse esquizofrênico ser
Não é, simplesmente, um fingidor
Vive cada emoção descrita
Sente a dor e se entrega ao amor

O artista pode até chorar no palco
Pensando em motivo diverso
Do sentimento que as palavras revelam
O poeta não foge, permanece, imerso

Vive a história paralela de seus versos
Com a entrega necessária do momento
E, depois, parte para olhar de fora
Olhos críticos avaliam o seu intento

Deixa para os leitores casuais
A possibilidade de se envolver
No sentido que lhe mostra a trama
E nesse inédito feito, talvez, se derreter

Enquanto ele, o autor cindido
Volta à sua vida, às vezes, pobre de rima
E torna a amar de novo no papel
Rico tesouro de branca mina

Um comentário:

miguel disse...

Como não te amar em verso ou em prosa,em sonho ou ao vivo e em cores (em todas as cores que você possa Ser)?